Simplesmente Amor
 

Poetisa desnuda
 
Como começar postiças vertentes
 - Nunca me arrisquei,
mas sinto sua força
 São como acordes de melodia velha conhecida
   - Dissonantes seus ensaios de magia
em minhas mãos
 Em cada palavra um frase
 Em cada frase uma vitória
 Abstratos seus modos
de se fazer presente
     E já me perguntastes do que sinto,
mas o que sinto
 Toca também em seu coração
        E conivente com a vontade,
faz seu striptease da alma
 Sente-se assim,
sem o peso da máscara
 E nua, decide encantar
 - Quanta força ora desconhecida!!!
 E quanto ainda a descobrir
 Por caminhos que seu desejo
há de mostrar
 Rompe a demente eminência
de um "quedar"
 E torna-se então, musa
 Que ensina da força de um querer
 E faz-se assim, Poetisa
 A ensinar seu dom
de ser feliz...

Anderson Ribeiro

Homenagem recebida em 1998,
quando conheci o "Jim", na

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