

Florbela de Alma da Conceição
Espanca nasceu
em Vila Viçosa ,Alentejo,Portugal, em
1894.
Faz seus estudos secundários em Évora.
Casa-se e seu casamento
é malogrado. Infeliz, vai para Lisboa com a finalidade de cursar Direito.Casa-se
e novamente é infeliz,retirando-se da sociedade,
mas continuando a compor.Recolhe-se em Matosinhos, agora estimulada
pela esperança de um relacionamento
conjugal feliz.
Mas por seus versos, notam-se sinais de
exaustão, de desilusão
e de um processo de depressão. Morre, na noite de 7 para 8 de dezembro de
1930,vítima, do efeito de babitúricos, não se sabendo jamais se por suicídio ou
por acidente, pela ingestão de dose excessiva.
Considerada como a figura feminina
mais importante da Literatura Portuguesa, Florbela Espanca deixou poesias de uma
sensibilidade exacerbada, repletas de um
erotismo confessional,
que deixa transparecer tendências e sentimentos opostos, flagrados como se
em um diário íntimo.Pode ser aproximada dos grandes sonetistas da Língua
Portuguesa, como Camões, Bocage, Antero,embora difira deles, em muitos pontos,
principalmente
por ser mulher, e abordar apenas o Amor, o que levou muitos
críticos a falarem de sua obra como repleta de "donjuanismo",
pelo sensualismo que desconhece grilhões,desprovido de falsos moralismos,
cálido, franco, superando hipocrisias e convenções pequeno-burguesas.
Sensibilidade e imaginação são os pontos altos de seus momentos de criação, na
melhor expressão literária,não permitindo, em momento algum, que sua obra possa
se reduzir a apenas uma confidência equívoca de sentimentos mantidos secretos
pelo pudor feminino. Verdade da própria experiência e fantasia unem-se para
gerarem poesias de primeira grandeza como nenhuma
outra representante do sexo feminino o
fez, na Literatura Portuguesa.Escreveu contos, mas de pouca expressão
literária.Sua poesia é muito mais significativa que seus contos.
POESIAS
Juvenília - título do
livro publicado postumamente em 1931,
contendo suas primeiras composições;
Livro de Mágoas
(1919)
Livro de Sóror Saudade
(1923)
Reliquiae (1931)
Charneca em Flor
(1931)
CONTOS
As Máscaras do Destino (1931)
Dominó Negro (1931)
Lizete Abrahão
Para ler os poemas de Florbela
Espanca escolha o livro.
Abaixo alguns poemas que não consegui
identificar ainda
muito bem onde foram publicados.
Zélia_RS
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